13 de outubro de 2014

Sorria, só ria.


E era disso que eu precisava. Eu precisava rir, rir histericamente, rir até a barriga doer e o ar faltar. Mas eu precisava rir na sua frente. Eu precisava saber que você estaria ouvindo. Queria ver sua cara de confusão enquanto que ria. Depois de tudo o que eu tinha escutado naquela tarde, era disso que eu precisava. E rir me fez bem, eu podia sentir todo o meu ódio indo embora e você não tinha ideia do que eu estava rindo. Se eu te contar do que eu estava rindo você não acreditaria, era algo tão sem graça, mas eu ri. Dizem que chorar lava a alma, só que no meu caso rir lava a alma. Estou mais leve agora, estou pronta para a próxima guerra.

Bruna Rafaela



29 de julho de 2014

Alivio



Frio na barriga, tremor, estomago dando giros de 360• graus, um medo paralisante. Medo de lutar por algo que não vale a pena. Medo de se entregar e não dar certo. Medo de sentir demais e se decepcionar. Medo de fazer a escolha errada. Medo do futuro. Medo amor. São tantos medos que o peito dói, a garganta fecha e acobo por sufocor. Algo inquietante dentro de mim. Uma tristeza profunda demais para sair nas lágrimas que não consigo derramar e nas palavras que me faltam. Uma dor agoniante que me faz passar noites em claro e trazer de volta a lâmina a minha pele. Tentando fazer com ela escorra para longe de mim junto a meus medos e meu sangue.


                              Bruna Rafaela


25 de julho de 2014

Dead


Meu coração bate porque é preciso, não porque gosto de saber que ele bombeiam sangue para as minhas veias. Meus pulmões inflam porque precisam, não porque gostam do oxigênio que recebem. Como porque tenho que comer, não porque sinto prazer. Meu cérebro pensa porque é automático, não porque quero pensar. Meu sorriso se abre por mania de fingir, não por estar feliz. Estou aqui porque tenho de estar, não porque quero estar.

Bruna Rafaela 

24 de julho de 2014

Muros



E tem dias que eu não quero ser simpática, não quero graça, não quero conversar. Quero apenas ficar em meu mundo imaginário de sonhos e fantasias. Com meus livros e meu diário. Ouvindo musica e quem sabe assistindo alguma serie. Ficar deitada na cama como se estivesse em coma. Apenas dormir, sem ser invadida por nenhum pensamento inoportuno. Porque dormir não machuca, não dói. Dormir nos afasta da realidade. Ergo muros ao meu redor. Mas mesmo assim algumas pessoas se atrevem a ultrapassar esses limites para tirar o que me resta da paz. E me chamam de estupida quando reajo de maneira agressiva. Dizem que estou sendo ignorante. Não estou sendo ignorante, estou me protegendo do mundo e das pessoas. É um mundo cruel esse que vivemos.  

Bruna Rafaela 

17 de julho de 2014

Hipérbole


Sou uma hipérbole, entende? Eu morro de rir, morro de chorar, morro de fome, de saudades, de raiva, de ódio. Morro de cansaço, de felicidade, de tristeza. Exagero mesmo. Ponho intensidade em tudo.

Bruna Rafaela 

16 de julho de 2014

Me deixem sonhar!


O que acontece é que eu estou levando tudo no “damos um jeito lá na frente”. O que mais eu posso fazer? Tenho que sonhar, que imaginar. Tenho de fazer planos que talvez nunca se realizem. Pode me chamar de tola e sonhadora. Sou mesmo. Cansei de me fechar e de me privar da felicidade por medo de sofrer. 

Bruna Rafaela

10 de julho de 2014

Fuck distance


Promete que nos veremos logo, que isso não vai ficar assim, e que toda essa distância não vai roubar você de mim?